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JEAN RAFFAELLI

Escrito por firewall às 09h38
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Saudade é lapso que dói por excesso de memória. E saudade manda quando morde e o juízo obedece quando pode. CARLOS NEJAR
Escrito por firewall às 09h38
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(JOHN LAVERY)
Escrito por firewall às 09h37
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Creio que cada um deve ter uma opinião própria sobre todas as coisas,
acerca das quais são possíveis opiniões, porque ele mesmo é uma coisa
singular, única, que ocupa uma posição nova, nunca vista, em relação a
todas as outras coisas. Mas a preguiça, que jaz no fundo da alma do homem
ativo, impede-o de tirar água do seu próprio poço. Com a liberdade das opiniões
passa-se o mesmo que com a saúde: ambas são individuais, nem de uma nem
de outra se pode formular um conceito universalmente válido.
Aquilo de que um indivíduo necessita para a sua saúde já é motivo de doença
para outro, e muitos caminhos e meios para se chegar à liberdade de espírito
podem ser considerados por naturezas superiormente desenvolvidas como
caminhos e meios que afastam da liberdade.
Friedrich Nietzsche - Humano, Demasiado Humano
Escrito por firewall às 09h36
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(G.BELLOWS)
Escrito por firewall às 09h34
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Quando a luz estender a roupa nos telhados E for todo o horizonte um frêmito de palmas E junto ao leito fundo nossas duas almas Chamarem nossos corpos nus, entrelaçados,
Seremos, na manhã, duas máscaras calmas E felizes, de grandes olhos claros e rasgados... Depois, volvendo ao sol as nossas quatro palmas, Encheremos o céu de vôo encantados!...
E as rosas da Cidade inda serão mais rosas, Serão todos felizes, sem saber por quê... Até os cegos, os entrevadinhos... E
Vestidos, contra o azul, de tons vibrantes e violentos, Nós improvisaremos danças espantosas Sobre os telhados altos, entre o fumo e os cata-ventos!
Mario Quintana
Escrito por firewall às 09h30
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Escrito por firewall às 20h05
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Quando um livro é amado pelos leitores e odiado pelos críticos, devemos suspeitar de que está em andamento uma revolução de costumes. (ERICA JONG)
Escrito por firewall às 20h04
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(BURNE JONES)
Escrito por firewall às 20h03
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Com que frequência caminhei no quarto de um lado para o outro,
com o desejo inconsciente que alguém me insultasse ou
proferisse alguma palavra que eu pudesse interpretar como um
insulto, para que eu desabafasse a minha raiva em alguém.
É uma experiência muito simples que acontece quase diáriamente,
e ainda para mais quando existe algum outro segredo, uma
aflição no coração, para o qual se deseja dar uma expressão
verbal mas que não se consegue.
Fiodor Dostoievski - 'Humilhados e Ofendidos'
Escrito por firewall às 20h02
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Escrito por firewall às 20h01
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O último olhar do condenado não é nublado sentimentalmente por lágrimas
nem iludido por visões quiméricas.
O último olhar do condenado é nítido como uma fotografia:
vê até a pequenina formiga que sobe acaso
pelo rude braço do verdugo, vê o frêmito da última folha no alto daquela árvore, além.....
Ao olhar do condenado nada escapa,
como ao olhar de Deus. - um porque é eterno, o outro porque vai morrer.
O olhar do poeta é como o olhar de um condenado....
como o olhar de Deus....
(MARIO QUINTANA)
Escrito por firewall às 20h00
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WILLIAM BRADFORD

Escrito por firewall às 20h18
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O tempo se bifurca perpetuamente rumo a inumeráveis futuros.
Num deles ele é meu inimigo.
JORGE LUIS BORGES
Escrito por firewall às 20h16
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(TITIAN)
Escrito por firewall às 20h15
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O amor não vence a morte: é uma aposta contra o tempo e seus acidentes.
Ao nascer, fomos arrancados da totalidade; no amor todos sentimos voltar à
totalidade original. Por isso as imagens poéticas transformam a pessoa amada
em natureza - montanha, água, nuvem, estrela, selva, mar, onda - e, por sua vez,
a natureza fala como se fosse mulher. Reconciliação com a totalidade que é o mundo.
O amor não é a eternidade; tampouco é o tempo dos calendários e dos relógios, o
tempo sucessivo. O tempo do amor não é grande nem pequeno: é a percepção
instantânea de todos os tempos num só, de todas as vidas num instante.
Não nos livra da morte, mas nos faz vê-la cara a cara.
Somos o teatro do abraço dos opostos e de sua dissolução, resolvidos numa só
nota que não é de afirmação nem de negação, e sim de aceitação. O que vê o
casal, no espaço de um piscar de olhos? A identidade da aparição e desaparição, a
verdade do corpo e do não-corpo,. a visão da presença que se dissolve num
esplendor: vivacidade pura, o ritmo do tempo. OTAVIO PAZ
Escrito por firewall às 20h12
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(RICHARD ANSDELL)
Escrito por firewall às 20h11
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(...)Abre teu coração aos ventos e deixa Que te levem aos confins de mim, Onde brincam os meus sonhos Mais singelos de criança. (...) Dou-te, esse crepúsculo, que já finda E é o último. Guarda-o em teu peito Para que devolvas, intacto, quando o pano baixar Sobre o derradeiro ato deste humano drama. Quem sabe assim aplacarás o coração Dos deuses que de nós - distantes - se esqueceram. E eles, num bocejo, talvez por um instante Se recordem de suas criaturas e, num lampejo De piedade, nos lancem da alturas um olhar Que nos acalente e justifique. Eduardo Alves da Costa
Escrito por firewall às 20h09
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